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A triste história dos Carros Selvagens

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Um belo dia, após horas parado no trânsito, tive uma péssima surpresa…

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Meu carro “decidiu” fugir… saiu cantando pneus, deixando um imenso rastro de fumaça – e um dono confuso.

Saí atrás de pistas… e elas me levavam longe…

Aonde o asfalto acaba, e a dúvida aumenta… o que levou meu carro a fazer isso?

Teria ele se cansado? eu o teria maltratado?

O caminho dava medo… não dava para enxergar nada em certos trechos…

Perguntando aos transeuntes se tinham visto o carro, me disseram que alguns carros sem motoristas tinham passado por ali… indo além de onde o vento fazia a curva…

No começo, vi só um Fit, encostado do lado de um Playground.. parecia só estacionado, mas algo me dizia que não era só isso

Depois fui entender… era uma comunidade de carros que abandonaram seus donos… cansados da vida na cidade… no começo fiquei com receio de ser atacado, ficando longe…

Mas depois percebi que eles eram amigáveis… acostumados a presença humana… ficavam proximos de uma tribo formada só por crianças…

Alguns descansavam…. alguns passeavam pelas árvores..

Descobri um Escort XR3 86, cansado, em um dos cantos, conversando com um Corolla recém chegado

coberto por uma capa, mostrava os sinais do tempo

Descobri que se tratava do primeiro a fugir de seu dono… após uma mega-enchente em 1989, se cansou de viver de capota fechada rodando em congestionamentos – decidira dar um fim nisso, fora feito para andar de capota aberta, em lugares calmos… geralmente na praia ou em direção a esta…

Esse grandalhão era o líder deles… oferecia proteção com seu tamanho, e tirava algumas árvores do caminho se necessário

Carros de todas as marcas… felizes por estarem em paz

Algumas crianças passeavam pelos carros… sem serem incomodadas

Alguns só queriam conversar

alí no fundo alguns outros donos seguindo pistas de seus queridos ex-carros

vários ficavam em torno do líder, ouvindo histórias de ruas sem trânsito, motoristas gentis, gasolina pura…

o rapaz de amarelo argumenta com seu Polo, que se negava a abrir a porta e ir para casa

essa Picasso se cansou de ficar parada na marginal, e o Polo, de disputar rachas sem sentido

Esse Astra fugiu quando o dono planejou fazer tuning nele, alterando todas as caracteristicas de que tanto se orgulhava.

Depois de muito procurar, encontrei meu carro, tentando se esconder na frente de um Siena

Mas quando me viu, me recebeu, relutante… Prometi para ele que andaria mais em ruas livres e menos em congestionamentos… no fundo, ele fez o que eu queria fazer – fugir… afinal, não fomos feitos para ficarmos parados…

Texto e fotos: Danilo Ferreira

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