Saiba tudo sobre o Chevrolet Cruze

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Interessante como tem coisas na vida que vem e vão. Roupas, cores, formas… E conceitos sobre carros. Nos anos 80 a tendência eram os carros mundiais: Modelos únicos para todo o mundo com pequenas alterações para se adaptar ao gosto do mercado local. A grande vantagem era que o compartilhamento de tecnologias e componentes tornaria o desenvolvimento mais rápido e barato. Dois exemplos que tivemos por aqui foram o Monza e o Escort, mas o conceito perdeu força no fim da década de 80 e desde então até tivemos alguns poucos carros “mundiais”, como o Mondeo, Golf e o Polo. Agora o conceito de carro mundial volta a ter força com carros como o Renault Logan, Fiat 500, New Fiesta e com o Chevrolet Cruze que acaba de ser lançado em nosso país.

Confira o comercial:

O modelo já é vendido em mais de 70 países (ê Brasil, sempre por último…) e é o carro de passeio mais vendido da marca. Sua origem, no entanto não é americana e muito menos européia: O Cruze é a evolução do Lacetti, modelo desenvolvido pela Daewoo, braço coreano da GM. Aqui ele chega para ocupar o lugar do Vectra e é uma das peças chaves na estratégia da Chevrolet, de recuperar o prestígio e a reputação de antigamente.

Para o Brasil, o Cruze vem com um motor 1.8 16V de 144cv que já citamos anteriormente e transmissão manual e automática de 6 marchas. Haverão duas versões, LT e LTZ com os seguintes preços:

-LT  Manual: R$ 67.900,00
-LT Automático: R$ 69.900,00
-LTZ Automático: R$ 78.900,00

Todas as versões possuem de série:

-Direção Eletrohidráulica
-Ar-condicionado com AQS (Air Quality System – mede a qualidade do ar e ativa a recirculação de ar, se necessário)
-Rodas de liga leve aro 17 calçadas em pneus 225/50
-Central de entretenimento Rádio com leitor de CD e MP3
-Sistema de som com 6 alto-falantes e amplificador de 4 canais
-Ajuste de altura dos faróis
-Airbag duplo e lateral
-Freios a disco nas quatro rodas com ABS, EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e PBA (Panic Brake Assist – Aplica toda a potência de frenagem nas rodas numa frenagem de emergência)
-Controle de estabilidade (ESP)
-Controle de tração
-Sistema isofix para fixação de cadeirinha infantil
-Encosto do banco traseiro bipartido (60/40)
-3 anos de garantia sem limite de quilometragem

 

A versão LTZ possui a mais:
-A central de entretenimento passa a possuir tela de 7” LCD e sistema de navegação com mapas do Brasil e argentina, além de entrada USB e controle de ar condicionado integrado.
-Sistema de som premium
-Retrovisores com desembaçador e rebatimento elétrico
-Airbags de cortina
-Bancos de couro
-Faróis com acendimento automático
-Siga me (deixa os faróis acesos por um tempo após trancar o carro, para iluminar seu caminho)
– Sensor de estacionamento traseiro
-Partida do motor sem chave, através de botão start/stop
-Sensor de aproximação que comanda portas e alarme

O motor

O motor Ecotec 1.8 16V é um capítulo a parte, com duplo comando de válvulas continuamente varíavel e coletor de admissão variável, que melhora as respostas em baixas rotações, problema comum a motores multiválvulas. Em altas velocidades o coletor se fecha parcialmente tornando-se “curto” para privilegiar potência, e se abre tornando-se “longo” em menores rotações, para priorizar o torque. Além da potência, esse sistema contribui para um menor consumo e emissão de poluentes. O cabeçote e carter de alumínio, assim como o bloco possuem galerias internas desenhadas para uma melhor refrigeração, o que permite um maior avanço de ignição e um menor consumo também. As bielas são forjadas para maior durabilidade (comum a carros de competição e alto desempenho) e a bomba d’água é montada no bloco e acionada pela correia de acessórios, o que facilita a manutenção e diminui os custos, consequentemente.

Com tudo isso, o motor rende 140cv na gasolina e 144 no etanol a 6300rpm. Pode não parecer muito, mas a grande diferença é no torque, que é 1kgfm maior quando abastecido com o derivado da cana (18,9kgfm) a 3800rpm. 90% do torque está disponível a 2200rpm.

Com o câmbio manual de 6 marchas, ele acelera de 0 a 100Km/h em 10,8s e alcança 204Km/h de máxima, com etanol. Na gasolina são 11s e 203Km/h, respectivamente.

O câmbio automático também possui 6 marchas com opção de troca sequencial e é adaptativo, se adequando ao “jeito” de condução do motorista. O sensor de inclinação evita trocas desnecessárias em subidas e no meio de uma curva, o que poderia desestabilizar o veículo, dependendo da situação. Com ele, o cruze leva 11,4s de 0 a 100 no etanol e 11,7 na gasolina. A máxima é de 197Km/h em ambos os combustíveis.

A suspensão dianteira é a boa e velha McPherson mas com buchas hidráulicas ligadas ao subchassi e a traseira é do tipo Zlink, com barra de torção especial e perfil em “U” com duas camadas. É mais compacta e tem um controle melhor quanto a variação do câmber.

Como podemos ver, o Cruze é um sedã totalmente novo, algo que os fãs da marca clamam há anos. Uma plataforma nova, um motor moderno e um design que pode não arrebatar corações, mas que não desagrada. Os preços iniciais são bem salgados, é verdade, mas considerando seus equipamentos de série e os preços da concorrência, ele se torna bem interessante.

Ele é um carro inovador para a marca aqui no Brasil, mas não para o mercado. Será que ele tem chances de repetir o sucesso do Vectra de segunda geração, vendido entre 1996 e 2005?