Honda FCX Clarity, entenda porque este já é o carro do século

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Em junho passado o Danilo falou aqui rapidamente sobre o FCX Clarity, um carro que a Honda pretendia lançar em breve, e que usava célula de combustível, no caso hidrogênio, para gerar a energia elétrica necessária para seus propulsores elétricos. Bem, o que há de tão fantástico neste carro? Simples, a “pegada” ecológica dele é a menor que existe em qualquer carro a venda, mesmo em relação aos elétricos atuais, e ele independe completamente de combustíveis fósseis, ou de energia elétrica externa.

FCX, a célula de combustível da Honda

Veja, atualmente temos dois tipos carros elétricos, um são os puramente elétricos como o Tesla, que tem um cluster de 6831 baterias semelhantes às de notebook para armazenas energia suficiente para rodar por 350Km e precisa ser carregado ‘na tomada’ por cerca de 13 horas, ou em um equipamento especial que pode ser adquirido do fabricante e é capaz de recarregar o carro em 3,5 horas. Ou seja, faz-se necessário o uso de uma fonte externa de energia elétrica, que principalmente em países de primeiro mundo é gerada principalmente por usinas nucleares.

O outro tipo de carro elétrico é o híbrido, categoria em que se encaixa o mais famoso deles, o Prius. Neste caso, o carro tem dois tipos de propulsores, os elétricos e o que funciona a gasolina. Neste caso, a geração de energia vem de duas formas, uma é a através da conversão direta de energia do motor, que também propele as rodas, bem como do uso de energia cinética gerada nas freadas, o que se batizou de “freada regenerativa”. Ou seja, neste caso utiliza-se a gasolina tanto para gerar energia, quanto para fazer o carro rodar.

Já nos carros que funcionam com célula de energia, como o Honda FXC Clarity, utiliza-se uma célula de combustível alimentada por hidrogênio que consegue manter a carga das baterias do carro com, que  força suficiente para que não se perca potência, fazendo com que o carro seja propelido 100% do tempo pelos motores elétricos. E o pulo do gato, o resultado da reação química que transforma o hidrogênio em energia é H2O, a nossa muito mais que popular água.

O FCX Clarity é impulsionado por uma célula de 57 litros, capaz de produzir 100Kw, o equivalente a 134hp e tem autonomia de 450Km, e quando o hidrogênio acabar, é só encostar em um posto e completar o tanque, de forma bem parecida com o que fazemos aqui com gás natural. Ele alcança velocidade máxima de 160km/h, muito mais que suficiente para um carro de família, e vai de 0 a 100 em menos de 10s.

Outra vantagem, a redução brutal na quantidade de partes móveis, já que apenas os motores elétricos são necessários para transmissão de força para as rodas, tende a reduzir bastante o custo de manutenção

Por enquanto o carro só está disponível na Califórnia, e está sendo entregue para um grupo muito reduzido de pessoas na forma de leasing ao custo de US$ 600 por mês, por um período de 36 meses. Pelo que eu pude apurar não é ‘lease to own’ (leasing com opção de compra), mas o simples aluguel.

O gargalo ainda está na produção do hidrogênio puro. Sim, hidrogênio é aquele gás que compõe 78% de nossa atmosfera o elemento químico responsável por 75% da massa do universo, o problema ainda é separá-los dos outros elementos químicos aos quais está normalmente ligado. A Honda afirma ter condição de produzir em massa carros elétricos com células de hidrogênio a partir de 2018, esperemos que até lá alguém já tenha conseguido descobrir esta nova ‘roda’ 😉

Não é lá nenhuma 'flor de formosura', mas não chega a ser feio...

Abaixo o vídeo do teste do carro no Top Gear da semana passada.

Mais informações: Site Honda e Wikipedia