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Avaliação – JAC J6

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Avaliação – JAC J6

A JAC Motors nos cedeu uma minivan J6 para testarmos por 8 dias – e essa é a avaliação completa. A J6, aposta da JAC para concorrer com a já cansadas Zafira e Picasso, custa, na versão 7 lugares, R$57,800. Preço que não inclui os bancos de couro ou as rodas de aro 17 da unidade avaliada, mas o carro vem recheado – ar condicionado digital, direção hidráulica, vidro elétrico nas 4 portas, airbag duplo, abs com ebd, CD player com USB e MP3, travas e retrovisores elétricos.

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A J6 é bonita. E grande. A sensação de espaço é ótima, e tem espaço para 5 adultos altos (e 2 crianças viajando nos bancos extras). Ao retirar os bancos traseiros (ou mesmo dobra-los) um gigantesco porta-malas se revela, com 720 litros com os bancos removidos. O espaço interno é maior do que o da Zafira – veículo que é baseado no médio Astra. Os bancos originais, de veludo, são muito confortáveis, e todos reclinam (inclusive os 2 extras).

Abaixo, o belo conjunto óptico, cujas formas já são são a identidade visual da montadora chinesa.

Mas é claro, nem tudo no carro é bom (e em qual carro abaixo de 300 mil é tudo perfeito?). Abaixo, a antena, impressa no vidro, tem recepção fraca e chia muito – e é o mesmo problema encontrado no J3. (e por acaso, mesmo problema do Chevrolet Classic!)

O painel é bonito e de fácil leitura, mas as cores “a la Volkswagen” já cansaram. Iluminação âmbar ou pelo menos sem os ponteiros vermelhos seria menos cansativo. Ao menos o modelo oferece regulagem de intensidade da iluminação, ausente no J3.

O relógio tem leitura fácil, e lembra os antigos relógios da Ford, presentes no Corcel II, Del Rey e Belina. Agradável. Mas… cadê o DVD da unidade apresentada para a imprensa a um tempo atrás, no vídeo de apresentação? JAC, mantenha o relógio e traga o DVD, com telas traseiras – as famílias agradecem!

Abaixo, o rádio. A despeito da recepção ruim da antena, o som é ótimo, quando se usa um CD ou MP3. O problema é o mesmo do J3, ao invés de uma porta USB, tem que se ligar um cabinho para conectar o pen-drive. Mas não tira o mérito do bom rádio – que conta com comandos no volante.

  • Abaixo, o controle do ar-condicionado digital. E o ar gela mesmo. E conta com saídas traseiras. Ponto positivo.

Abaixo, o volante, que conta com ótima pegada e revestimento em couro. Só um detalhezinho – a buzina é difícil de acionar. Funciona melhor quando acionada pela parte de baixo do volante, e não pelas laterais (onde seria natural)

O pomo do câmbio parece o do Ford Focus 2.0. Bonito. O câmbio é bom, com ótimos engates.

Abaixo, o carro com os bancos rebatidos. Ao se remover todos os bancos, a capacidade passa para 2500 litros, o suficiente para uma pequena mudança. Mais abaixo, para demostrar o tamanho, coloquei um colchão de solteiro, que coube sem dificuldades na largura (mas faltou uns 10cm para fechar a tampa)

 Retrovisores com repetidores laterais (o que, na minha opinião, deveria ser lei). Ponto positivo.

Abaixo, o conjunto de rodas 16 que vem no modelo básico.

Veludo de boa qualidade reveste os bancos

Abaixo, o conjunto de rodas aro 17, opcional. As rodas são bonitas, e os pneus de perfil baixo garantem curvas ótimas, melhor que muitos carros pequenos que já dirigi. Mas, em ruas com um péssimo asfalto como em São Paulo, se torna uma armadilha – o carro que testei acabou com uma bolha no pneu.

Abaixo, fotos do lançamento do J6, com o carro em outras cores.

Diamond, a nomenclatura do modelo de 7 lugares da J6

Ao rodar, o carro tem boas reações, e o motor 2.0 de 136 cv é o suficiente para uma condução calma, mas não para correr (o que não é o foco do carro, na verdade).  Na estrada o carro rende bem, embora para ultrapassar é melhor reduzir, o que não é um grande problema. Estável e confortável, conta com mimos como tomada extra no console, para carregar um celular ou ligar um GPS, por exemplo, e regulagem de altura no banco do motorista. O grande problema desse carro é a frente, baixa demais, raspa em inúmeras situações. E o consumo é um pouco alto, cerca de 6,5 por litro na cidade na gasolina, e não oferece opção flex. Um taxista, ao testar o modelo, elogiou muito o tamanho e a facilidade de acesso, bem melhor do que o da Zafira, carro que possui.

Resumindo o interior do J6 em uma palavra? Amplo.

Resumindo o J6 em uma palavra? Vale. Afinal, são 6 anos de garantia, é maior e mais barato que a Zafira e é bonito. Vamos ver com o tempo o que os compradores dizem!