Avaliação – JAC J5

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Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um “juízo” preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude “discriminatória” perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, “racial” e “sexual”.
De modo geral, das o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada “estereótipo”. Exemplos: “todos os alemães são prepotentes”, ou “todos os ingleses são frios”.

Fonte: Wikipedia

Continuando o texto acima, o preconceito contra produtos chineses é : não dura nada, quebra logo, é uma encrenca, etc. Quantas vezes você ouviu falar que um celular é ruim porque é chinês? o famoso celular ching-ling? E esse preconceito se estende para os carros. E em alguns casos pode até ser verdade. Mas… espere um pouco… o aclamado iPhone é feito na China! E é considerado um dos melhores celulares do mercado. E será que carro na china pode ser bom?

Quando fui buscar o J5, fui alertado por colegas da imprensa que o carro era “mole, não andava nada, instável”…  Bom, eu teria de provar se isso era verdade ou não.

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O J5, que custa a partir de R$46.990, vem completo – Ar condicionado digital, direção elétrica (bem macia), trio elétrico, air-bag duplo, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, rodas de liga leve, sensor de estacionamento, luzes de neblina… os únicos opcionais são rodas maiores (aro 17) e bancos em couro. O preço, pelo tamanho do carro, é bem atraente – o carro é grande como um Civic e custa pouco mais que um Siena com os mesmos opcionais.

O design do carro é magnífico. O estúdio de design da JAC na Itália garante linhas belíssimas para o carro, que chama atenção por onde passa. Isso contribui também para o baixo ruido ao rodar na estrada, pois o barulho do vento não é um incômodo.   O rádio, com CD e USB, conta com 6 bons alto falantes, é de série, mas conta com os mesmos problemas do J3 e da J6 – a entrada USB precisa de um cabo para ser utilizada, e a antena, impressa (ou embutida) no para brisas, tem uma má recepção, deixando tudo “chiado”. 2 problemas fáceis de resolver.

O motor é um 1.5 16v de 125 cv e 15,5 kgfm de torque. Todos me alertaram sobre o motor, que seria insuficiente. E sabe de uma coisa? Não achei isso. O carro, claro, não tem o desempenho de um Civic com seus 140cv, mas também não anda igual um carro 1.o – tem a relação peso/potência de 10.25kg/cv, o que não é nada mal para o dia-a-dia. Não vai correr como um esportivo, mas essa não é a proposta do carro. Esse carro, claro, ficaria melhor com o 2.0 da J6, mas não está mal servido com seus 125cv. E tem mais – para levar um civic com seus 140cv você precisa pagar uns R$20 mil a mais.

O acerto de suspensão do carro é muito bom – na cidade absorve bem o piso ruim, e na estrada me pareceu bem estável, ao contrário do que me haviam dito. Mesmo em troca de faixa em velocidade o carro se mostrou firme – parte por conta dos pneus 205/55 de aro 16.  Não é um esportivo, mas faz curvas quase como um.

Um dos ponto negativo fica por conta do painel – péssimo de visualizar durante o dia, fica muito escuro (a foto abaixo foi feita com exposição prolongada, e com a lanterna ligada, o que aumenta a iluminação do painel). Durante a noite a visualização é boa, e agora pode ser regulada em intensidade (o que falta o J3, por exemplo)

O acabamento do painel, no estilo “Black Piano” é bonito, mas vive cheio de marcas, parece uma tela de celular! O jeito é andar com uma flanelinha pra ir limpando e manter o bom visual. Os materiais parecem de boa qualidade e passam uma boa impressão (pelo menos para a faixa de preço do carro)

O porta-malas tem 415 litros, menor que o do Focus ou mesmo dos compactos Fiesta e Cobalt por exemplo, mas é o suficiente para o modelo. O ar-condicionado é extremamente forte, algo que só vi nos JACs e nos Citroens – ótimo para nosso clima, aliás. Outro ponto negativo é a falta de um câmbio automático, exigência da maioria dos compradores desse tamanho de carro.

Abaixo, as belíssimas rodas aro 16 do modelo, que são de série.

O carro apresentou um consumo de cerca de 9km/l na cidade, o que é bom para o porte do modelo – mas ele só roda na gasolina, não tendo opção flex, o que é  uma das desvantagens do modelo. Mas o atrativo do carro está no custo x benefício, no tamanho, no conteúdo e na garantia de 6 anos, única do segmento.

Então, se você está pretendendo trocar de carro, coloque o preconceito de lado e considere o JAC J5. Não é o mais rapido, não é o mais equipado, mas é o mais barato, com a maior garantia.

Aliás, ouvi um absurdo de um amigo que trabalha em um banco – ele disse que os funcionários lá não gostam de aprovar financiamento para o JAC, tem o maior preconceito com o carro. Absurdo, quando se pensa que NENHUM prazo de financiamento é maior do que o tempo de garantia do carro, ou seja, o comprador não vai deixar de pagar a parcela do carro para gastar com manutenção!