Avaliação – Chevrolet Spin LTZ Automática

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Testamos por 5 dias a nova Chevrolet Spin, lançamento que substitui a Meriva e a Zafira e aqui vão nossas impressões. A Spin, arma da GM para combater as  asiáticas Livina e JAC J6 (e em menor número a Fiat Idea, que é menor), é baseada no (nem tão) compacto Cobalt, o que lhe confere um ótimo espaço interno e um acerto de suspensão que garante firmeza nas curvas

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Abaixo as rodas de liga-leve do modelo LTZ, topo de linha. São de aro 15, calçadas em pneus 195/65. Altura e largura apropriadas para o modelo, garantem boas curvas e baixo nível de ruido. Infelizmente o estepe não é da mesma medida, sendo para uso apenas até o conserto (mesmo tipo dos adotados no Cobalt e Cruze).

O carro é equipado com um motor 1.8l, o mesmo que equipava a Meriva, Montana e Corsa, com alterações que o deixaram com uma curva de torque que melhor serve ao modelo, que pesa 1255kg. A potência é de 108cv e o torque de 17.1kgfm, suficientes para empurrar o carro (mas não para uma condução esportiva).

O modelo substitui a Zafira, mas não tem alguns dos requintes da antecessora, como ar condicionado digital, porém custa cerca de 15 mil reais a menos (na versão mais completa de 7 lugares), o que a torna uma opção mais racional. Tudo está lá – ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, airbag duplo e abs desde a versão básica. A completa, além dos 7 lugares, conta com retrovisores elétricos, sensor de estacionamento, rádio mp3 com bluetooth (viva-voz para o celular), faróis auxiliares de neblina, piloto automático e um moderno câmbio automático de 6 marchas (o mesmo usado no Sonic e no Cruze), que garante baixíssimas rotações na estrada (culminando também em baixo consumo)

Abaixo, o bom rádio/cd/mp3 player, que também tem informações de temperatura externa. A qualidade do som é boa para um carro dessa faixa de preço, e os comandos no volante tornam mais seguro o uso. A única ressalva é a posição do botão de sintonia, se ficasse do outro lado seria melhor para não confundir com o botão de volume (mas posso estar exagerando, não é mesmo?)

Abaixo o detalhe do ótimo acabamento das portas, em veludo, junto com os comandos dos vidros/retrovisores elétricos

 

Os bancos dianteiros são muito confortáveis e o espaço para os passageiros da frente é ótimo. A posição de dirigir, mais no estilo minivan/SUV, é ótima e garante a boa visibilidade.

O tamanho dos retrovisores externos deveria ser exemplo a ser seguido em outros modelos.

Abaixo, o conhecido motor 1.8 da Chevrolet. O cofre do motor tinha muito espaço livre, quem sabe o carro irá oferecer um 2.4 ou mesmo um 6 cilindros? Talvez não para o mercado brasileiro, mas que cabe, cabe.

Os 2 bancos extras da versão 7 lugares, a exemplo dos concorrentes,é confortavel para 2 pessoas, mas tem pouco espaço para as pernas – 2 adultos sofrem em viagens prolongadas. Mas a criançada gosta de “sentar no porta-malas” e o espaço é suficiente para eles, então a tendência é ser mesmo utilizado pelos pequenos.

Abaixo o sistema de levantamento do banco para acesso dos passageiros

Falta o cinto de 3 pontos para o passageiro do meio do banco de trás, o que é ruim, mas a solução para “esconder” o cinto demonstra bom acabamento, como pode ser visto na foto abaixo.

Abaixo, a foto de um dos 32 porta-trecos da Spin. Eu não contei quantos eram, 32 é o que a Chevrolet diz, mas por todos os lados há espaço para as tralhas, o que é ótimo para um carro família desses. Interessante também a alça para segurar o cinto de segurança (e evitar possíveis tropeços dos passageiros de trás ao sair do carro.

O câmbio é um capitulo a parte – trocas macias de marchas em uma tocada leve, e responde bem na tocada mais puxada. Ao frear (por exemplo em uma avenida para reduzir de 80 para 50 ou 40) ercebe-se as reduções como se estivéssemos reduzindo manualmente, o que passa uma gostosa sensação de controle. Na estrada a rotação a 120km/h na 6a marcha fica em cerca de 3000 giros, e o silêncio a bordo impera (pelo menos por parte do carro, porque a trilha sonora é garantida pela família!). O que me incomodou no câmbio é a relutância dele para reduzir e acelerar, por exemplo quando freamos para virar em uma rua, por diversas vezes ao acelerar ele relutava cerca de 3 segundos antes de reduzir e seguir em frente com força, o que foi um dos poucos pontos negativos que percebemos no modelo.

O consumo do modelo ficou em 14km/h na estrada a 100km/h (bendita 6a marcha) e cerca de 7km/l na cidade.

O design do modelo lembra o Agile, que é a identidade da marca, mas as semelhanças com o compacto param aí – os carros não dividem plataforma, motor nem suspensão. O carro chamou atenção nas ruas, e o tamanhão avantajado ajuda nisso.

Esse carro pelo visto irá fazer a alegria das grandes famílias, taxistas (inclusive um amigo que é taxista já estava se preparando para comprar uma em substituição da sua Zafira) e das forças policiais. Sim a Polícia vai gostar desse carro em substituição da Blazer – grande, confortável para a patrulha, mais estável que uma SUV e (principalmente) barato, tem grande visibilidade e cabem bem uns 4 presos no porta-malas.

O modelo testado, topo de linha completo, custa R$54.690 (3000 reais mais barato do que a concorrente Grand Livina). Básica, com 5 lugares, custa R$44,590, um ótimo preço pelo pacote e pelo tamanho. A Chevrolet acertou no preço e no tamanho do veículo.

Ah, e a campanha da televisão? Fazia tempo que não via uma tão divertida (veja o vídeo abaixo)