Avaliação – Chevrolet Cobalt 2012

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A Chevrolet nos cedeu, por 1 semana, um Cobalt para avaliação. Rodamos por 7 dias e cerca de 600km com o carro – cidade e estrada, e aqui estão nossas impressões sobre o espaçoso carro.

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O Cobalt, aposta da Chevrolet no segmento dos sedãs compactos premium, foi lançado em Novembro de 2011, em 3 versões – LS, LT e LTZ.  Conta com um motor 1.4 de 102cv, que empurra bem o carrinho no dia a dia – embalados por um macio câmbio de 5 marchas. O carrinho é macio, confortável e o espaço interno impressiona – é maior que o Vectra (e passa uma sensação de ser maior do que o Cruze, irmão maior e mais caro da mesma montadora)

Abaixo, o tanquinho da partida a frio, bem separado do cofre do motor

Abaixo, o painel da versão LTZ, com apliques prateados. Simples, porém bonito e com materiais agradáveis ao toque. Mais abaixo, a chave tipo canivete do carro.

O volante, com boa pegada, tem revestimento em 2 cores e a “gravatinha da GM” dourada no modelo topo de linha, é o mesmo do cruze (excluindo os comandos no volante)

Os instrumentos seguem o modelo do Chevrolet Aveo (que ainda vai ser lançado no Brasil). Parecem de moto, com o conta-giros analógico e velocímetro digital. O painel conta também com informações de consumo médio, cronômetro e dois hodômetros parciais.

O rádio do modelo conta com conexões auxiliar e USB, além de bluetooth para ligar o celular no rádio para fazer ligações. A qualidade do som é boa, mas nada exepcional. O display também mostra a hora e a temperatura externa.

A versão intermediária e topo de linha contam com air-bag duplo (para motorista e passageiro) e freios ABS  – e o carro freia muito bem. O ABS reage de maneira diferente contra o pedal – um barulho diferente do usual (embora quase tão assutador quanto)

O espaço interno é a melhor parte do carro – o carro é GRANDE por dentro, cabem 5 adultos facilmente, sem raspar a cabeça no teto – como diz o Rafael, um dos repórteres aqui do Autozine, lembra um Dobló. O espaço para o motorista e o passageiro bem grande – e sobra muito espaço para as pernas dos passageiros dos bancos de trás. O revestimento dos bancos e portas, na versão top, é de veludo, e passa uma ótima impressão. O ruido interno é impressionantemente baixo – você só ouve o motor quando em rotação mais alta, e não ouve quase nada da rodagem. O único ruído incomodo é quando cai um pingo no teto, ouve-se um barulho forte do impacto no metal.

Abaixo, o conjunto óptico, de desenho controverso. O farol parece grande demais para o modelo. Fica melhor em um carro com cor clara, como prata ou dourado.

O consumo, rodando no álcool na cidade foi de cerca de 6.7km/l, e na estrada, 10km/l, bom para o tamanho e desempenho do carro.

O desempenho do carro é bom – tirando a primeira marcha, que parece muito longa (e tem que se abusar da embreagem para encher o motor e sair). Após isso, o carro rende bem (e na estrada parece que tem um motor maior que o 1.4, quando se estica bem). O comportamento em curvas é exemplar, convida o motorista a pisar um pouco mais  – e é bem divertido, pra dizer a verdade. Não deu a sensação de que vai perder aderência em nenhum momento do nosso teste (e o teste foi feito na Rod. dos Tamoios, cujo trecho de serra é bem complicado)

Na foto acima, um momento inusitado – havia um acidente na estrada, que bloqueou todas as faixas de rolagem dos dois lados, passamos 1h parados em cima de uma ponte na Tamoios, com o sol queimando a 30 graus, como pode ser visto na foto abaixo. Ponto para o bom ar-condicionado.

Repetidores de seta laterais (que, na minha opinião, deveriam ser obrigatórios por lei, como o são na Europa)

Os maiores concorrentes do Cobalt são o Nissan Versa e o Renault Logan, que são grandes carros com preços razoáveis (e bem próximos do Cobalt), e tem como consumidor alvo, compradores de classe média, que saem de carros menores para carros maiores e com melhor acabamento.  O carro ganhará motor 1.8 e câmbio de 6 marchas mais para o final desse ano, aumentando sua gama de compradores.

Resumindo – é um ótimo carro, mas conta com alguns poucos defeitos – a primeira marcha, que poderia ser mais curta, e a falta de sensor de estacionamento – um equipamento realmente barato e muito válido, por causa do tamanho do carro.  Os pontos positivos são o preço (menos de 40 mil reais na versão básica que já conta com ar e direção), o tamanho interno, o IMENSO porta-malas de 563 litros (o maior da categoria) e o bom e econômico motor 1.4.

Os preços e opcionais são os seguintes:

Cobalt LS: R$ 39,980 – conta com ar-condicionado, direção hidráulica e travas elétricas

Cobalt LT: R$ 43,780 – adiciona Air-bag duplo, ABS com EBD, vidros elétricos, alarme, grade cromada e regulagem de altura no volante

Cobalt LTZ: R$ 45,980 – adiciona vidro elétrico nas portas traseiras, acabamento cromado, retrovisores elétricos e rádio com USB e bluetooth.

O carro está fazendo sucesso, já entra entre os 10 mais vendidos no país – e eu estou vendo vários taxistas rodando com Cobalts pela rua – para eles, uma ótima opção.