Latin NCAP e a “segurança” de nossos carros

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Nossos carros já são caros, mal equipados e ainda por cima, muito inseguros. Este assunto já foi abordado antes aqui no Autozine, mas o problema é bem maior do que imaginávamos. O Latin NCAP, órgão dedicado a avaliar a segurança dos carros vendidos na américa latina promoveu crash tests entre os principais modelos vendidos em nosso continente, que você confere abaixo: Clique aqui para ver mais fotos, vídeos e informações!

Fiat Palio SEM airbags

Fiat palio COM airbags

Volkswagen Gol SEM airbags

Volkswagen Gol COM airbags

Peugeot 207 SEM airbags

Peugeot 207 COM airbags

Chevrolet Meriva (com airbags)

Toyota Corolla

Como esperado, resultados não muito animadores, principalmente com o Gol e 207. Na ocasião inclusive detectaram que o 206/207 fabricados por aqui possuem materiais de menor qualidade e até a ausência de alguns elementos que ajudariam o modelo durante um acidente.

Muita gente criticou a falta de alguns modelos, e na segunda fase eles foram incluídos, são eles: Chevrolet Classic, Celta, Cruze, Novo Uno, Nissan March, Focus e Tiida. Os resultados não são animadores, vejamos:

Chevrolet Corsa Sedan Classic (líder de vendas na Argentina): 1 estrela para adultos, 1 para crianças

Chevrolet Celta: 1 estrela para adultos, 2 para crianças

Chevrolet Cruze (Coreano, airbags duplos e laterais): 4 estrelas para adultos, 3 para crianças

Ford Focus (airbag duplo): 4 estrelas para adultos, 3 para crianças

Ford Ka (SEM airbags): 1 estrela para adultos, 3 para crianças

Fiat Novo Uno (SEM airbags): 1 estrela para adultos, 1 para crianças

Nissan Tiida (airbag duplo) 4 estrelas para adultos, 3 para crianças

Nissan March (airbag duplo): 2 estrelas para adultos, 1 para crianças

Sobre os resultados

Fato é que estamos 20 anos atrasados em relação a Europa e EUA. Nossos carros não são seguros, e boa parte disso recai sobre nós consumidores ao não priorizar segurança na compra e pelo nosso governo em parecer não se importar com isso. A exigência de Airbag e ABS que teremos em 2014, existiu nos EUA em 1996, se não me engano. São 18 anos de diferença, e somente agora temos um referencial de segurança em nosso continente, uma iniciativa que NÃO partiu de nosso país, tenha certeza disso.

O que foi muito debatido é que além das habituais diferenças entre um carro Europeu quando produzido aqui, como uma suspensão elevada e pneus de peril mais alto, há economias até na espessura do metal que reveste nossos veículos. Barras, chapas, componentes estruturais que lá fora possuem um rigoroso controle de qualidade quanto a pureza do metal, resistência e durabilidade, aqui nada tem. Algumas peças chegam a ser eliminadas por controle de custos. Um exemplo é o Nissan Micra (o March europeu) que obteve 4 estrelas num teste idêntico ao promovido pelo Latin NCAP, porém o nosso obteve somente 2 estrelas.

As vendas de automóveis crescem a largos passos e as mortes nas ruas também. Enquanto a lei não exigir equipamentos de segurança e que nossos veículos ofereçam o mínimo de segurança numa colisão, eles continuarão da mesma maneira que hoje.

Fotos e informações via: Autoblog Argentina

8 COMENTÁRIOS

  1. Podem usar a melhor tecnologia, os melhores materiais e sistemas eletrônicos. A segurança está mesmo na peça que fica atras do volante.

  2. Amigo, o problema não é esse: “Nossos carros não são seguros, e boa parte disso recai sobre nós consumidores ao não priorizar segurança na compra e pelo nosso governo em parecer não se importar com isso.” O problema é que carro no Brasil custa o preço de uma nave espacial da NASA. Não existe país no mundo cujo preço dos carros supere o Brasil. Reflexo disso é que o consumidor tende a abrir mão de itens de segurança, infelizmente. Já passou da hora dos consumidores darem um basta nisso, fazer algum tipo de protesto, reivindicar uma postura governamental. O Ministério Público, Procons e associações de consumo estão absurdamente inertes frente a essa extorsão que montadoras propagam. Maldito costume conformista brasileiro! Conformamos com tudo nos é imposto.

    • Mais uma observação, com ressalvas ao Cruze, a GM não tem autoridade nenhuma para criticar a segurança dos carros chineses.

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