Volkswagen celebra 55 anos da Kombi no Brasil

0
179

A Volkswagen comemora neste domingo os 55 anos de produção da Kombi no Brasil. O modelo é produzido em São Bernardo do Campo desde 1957.

O utilitário foi o primeiro modelo da montadora alemã feito no Brasil. Na sua história, a Kombi já ultrpassou a marca de mais de 1.530.000 unidades produzidas desde seu lançamento até julho de 2012.

O sucesso do comercial leve foi comentado por Marcelo Olival, gerente executivo de Vendas e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil: “É um ícone na indústria que, além do sucesso de vendas, tem um enorme carisma. Não é difícil achar uma pessoa que tenha uma história com a Kombi, seja como o veículo da família, o carro do trabalho ou o modelo que a levou para a escola. Por isso a Kombi continua conquistando muitos colecionadores.”

Atualmente, a linha de produção da Kombi opera em dois turnos e conta com 386 colaboradores na área da pintura, 201 no setor de armação e outros 205 na montagem final. Juntos, esses 792 funcionários fabricam 90 unidades diárias do modelo.

História da Kombi

A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 40, que pretendia incluir o conjunto mecânico do Fusca em um veículo leve de carga. A produção do modelo começou na Alemanha em 1950. O destaque era a carroceria monobloco, a suspensão reforçada e o motor traseiro, refrigerado a ar, de 25 cv.

Em 1957 foram fabricadas as primeiras unidades no Brasil. Com um índice de nacionalização de 50%, a Kombi tinha motor de 1.200 cm³ de cilindrada. Menos de quatro anos mais tarde chegou ao mercado o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard, com transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%. A versão pick-up surge em 1967, já com motor de 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts.

A trajetória internacional da Kombi brasileira se inicia com a história das exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 70 para mais de 100 países. Os principais mercados externos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

No Brasil, em 1975, com uma reestilização, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6l e, três anos mais tarde, o modelo ganha dupla carburação. O motor diesel 1.6l, refrigerado a água, surgiu em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e pick-up com cabine dupla. No ano seguinte surge o modelo a etanol e, em 1983, a Kombi apresenta painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel.

As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto como cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros. Em 1992, a Kombi ganhou conversores catalíticos de três vias, sistema servo-freio, incluindo discos na frente e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.

Uma versão mais moderna chegou em 1997 com o nome de Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro.

No final de 2005, a Kombi passou a ser equipada com o motor 1.4 Total Flex (arrefecido a água), até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor refrigerado a ar. Com o novo motor, a Kombi desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e 80 cv, com etanol.

RESPONDER

Comente aqui
Por favor, digite seu nome aqui