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Quem acompanha o Top Gear, se não via BBC via torrents da vida – afinal ele é o programa de TV mais ‘baixado’ do mundo – já deve estar acostumado ao estilo bonachão e desbocado do seu principal apresentador Jeremy Clarkson (sim, eu sou fã do cara), e deve saber que uma das coisas mais normais do mundo para ele é chamar de ‘rubish’(lixo) os carros que testa. Conto nos dedos as vezes em que o vi falar bem de um carro sem fazer nenhum tipo de ressalva ou encontrar alguma coisa que o desagradasse, uma destas vezes foi quando ele testou o Bugatti Veyron e disse que “a única coisa ruim do carro era ele não poder comprá-lo” (ele dirige um Lamborghini Gallardo).
A outra vez foi no vídeo que segue acompanhando esta postagem. Trata-se da segunda parte de um teste realizado com o Nissan GT-R no Japão, a primeira parte foi uma viagem pelas estradas do país, mas Clarkson ficou indócil, já que lá os carros têm a velocidade limitada eletronicamente à 180Km/h. Aqui ele testa o carro no circuito de Fuji, e desde o começo o carro impressiona, ele é capaz de ‘saber’, com base nas informações de seu GPS, que está em uma pista de corrida e desativa automaticamente o limitador de velocidade!
Alguns dados deste fantástico carro:
- O motor é um V6 biturbo de 3.8 litros, com potência incerta. A palavra oficial é que ela gira em torno de 480CVs, mas há controvérsia, fala-se de testes de dinamômetro que encontraram mais de 600CVs. no veículo tal como saído de fábrica (é prática comum sub-declarar potência de esportivos).
- 0-96km/h 3.5s (0-60 mph)
- Velocidade máxima 310km/h
- Custo, no exterior, aproximadamente US$ 95.000,00
- É um carro feito para fazer curvas, o design joga o máximo possível de ar para a asa traseira, a fim de aumentar a pressão aerodinâmica
- A suspensão é montada em um sistema hidráulico que simula o peso do carro, antes mesmo de ser colocada na carroceria, a idéia é que ela esteja perfeitamente enquadrada
- O computador de bordo mede constantemente as forças atuantes no carro, para calcular a ação da suspensão ativa
- Os aros têm uma ‘borda’ para evitar que o pneu ‘desembeice’ deles, tão violentas que são as forças laterais aplicadas nas curvas.
Acha que é exagero? Assista o vídeo até o final e veja o que acontece com Jeremy Clarkson! Na seqüencia ou vídeo, do carro sendo testado na pista do Top Gear pelo Stig, e batendo os tempos da Ferrari F430 e Porsche Carrera GT.
Não sei se foi impressionado por isso tudo, ou pelo simples fato de o carro ser um monstro de aparência relativamente comportado, vendo-o você não imagina uma máquina que bata Ferraris, Porsches e Lamborghinis, mas na atualidade, este é o carro com que sonho. Se alguém da Nissan que possa proporcionar um teste nesta máquina ler isso, lembre de mim
(ok, o chute foi alto, mas sonhar ainda é de graça).
Na extensão da postagem temos mais fotos, clicando nelas, você poderá vê-las em melhor resolução.
Rolls Royce Phantom Drophead Coupé – talvez o conversível mais luxuoso do mundo
Custando mais de US$400 mil (lá nos Estados Unidos), oferece detalhes inacreditáveis…
O Danilo fez um garimpo muito bacana e alinhou várias rodas de carros exóticos neste post. Eu fiquei com essa roda de Bentley na lembrança, mas não conseguia lembrar exatamente onde a havia visto, hoje lembrei.
Está se convencionando chamar de “Black Edition” versões super apimentadas de carros que já não são propriamente o que se chame de “carro de passeio”. Esta versão em específico foi montada pela preparadora Kahn, com modestos 600cvs de potência.
Nunca vi um conjunto de rodas provocar um efeito tão bonito em um carro! O preço, só do jogo de aros, é de £ 5.000,00 ou, aproximadamente R$ 15.000,00.
Clique na foto para vê-la em melhor resolução.

Página do projeto e o PDF onde podem ser encontrados os preços da brincadeira…
É óbvio, quem compra um carro zero com preço de etiqueta superior a um milhão de dólares busca duas coisas: exclusividade e status. Não é questão de apenas “ter” um super esportivo, e sim poder estar dentro o seleto grupo de pessoas a quem a fábrica se dispõe a vendê-los. Já que carros nesta faixa de preço têm uma produção limitadíssima.

Ferrari FXX - Evoluzione, US$ 2,8 milhões, apenas 3 unidades foram postas à venda.
A Bugatti vai produzir apenas 300 unidades do Veyron (€1,5 milhões, aprox. US$2,2 milhões), e mesmo assim irá fazê-lo ao longo de cinco anos, a Lamborghini produziu apenas 20 Reventóns (US$1,4 milhões). As super edições da Ferrari (F40, F50 e Enzo) não tinham valor de etiqueta acima do milhão de dólares, mas só podiam ser compradas zero por clientes que tivessem um histórico VIP junto à fábrica. Aliás, a primeira Ferrari a romper a barreira do milhão foi a Ferrari FXX Evoluzione, um verdadeiro carros de corrida com preço final de US$ 2,8 milhões por cada uma das três únicas unidades oferecidas à venda.

Aston Martin DB5, o mesmo modelo usado no filme 007 Contra Goldfinger
Bem, mais uma marca entrou na briga por este mercado, a Aston Martin. Por várias vezes ela motorizou o agente secreto mais conhecido do mundo, James Bond, com vários de seus modelos, desde do DB5 usado por Sean Connery em 007 Contra Goldfinger até o DBS usado por Daniel Craig em Cassino Royalle, esta semana blogs e imprensa especializada anunciaram o projeto One-77, um carro ainda sem nome de US$ 2,3 milhões de dólares, e que terá apenas 77 unidades produzidas.

Aston Martin "One-77", o Aston Martin de US$ 2,3 milhões...Segue a mesma linha do DB9/DBS, mas com um visual mais agressivo.
Entre as informações até agora disponíveis,tem-se a que não se trata de um carro para competir em velocidade e potência Veyon e seus 1001cvs., 400Km/h de final e 0 a 100 em 2,5 segundos, mas sim de um carro que criado para esbanjar tecnologia e conforto. O carro é previsto para ter carroceria de alumínio, e tal como na Formula 1, chassis de fibra de carbono e um propulsor V12 de 7 litros com cerca de 650cvs, capaz de levá-lo de 0 a 100 em cerca de 3,6 segundos e a uma velocidade final em torno de 320km/h. Coisa aliás, que considero muito mais que sensata.
Aí começam as especulações, a Aston Martin foi comprada da Ford recentemente por uma empresa chamada Prodrive, e já há algumas semanas que circula o boato de que ela estaria associando-se à Mercedes AMG para o compartilhamento de tecnologia e até mesmo substituição da McLaren como parceira para seu super esportivo de rua, e é possível que o One-77 seja o primeiro carro fruto desta parceria, o Projeto Alligator.
Quem será o primeiro dono? As apostas já começaram e David Beckham lidera, seguido por Jay Kay, vocalista do Jamiroquai e pelo bilionário russo Roman Abramovich. O carro está previsto para ser apresentado ainda este ano, possivelmente no Salão de Automóveis de Paris, quando finalmente terá seu nome revelado. A fábrica irá em seguida levar o automóvel para demonstrá-lo a 500 possível compradores, afinal, quem compra um carro de US$ 2,3 milhões não vai à lojas, não é?

Tirando o Maybach Exelero sobre o qual recentemente falamos aqui, e é um exemplo raríssimo de carro único feito E VENDIDO por um fabricante renomado, e que teve só uma unidade produzida pela Mercedes Benz, podemos considerar que o carro mais exclusivo que uma pessoa pode comprar é o Bugatti Veyron. Mais exclusivo até que as famosas séries especiais da Ferrari, afinal, foram produzidas 1315 F40s, 347 F50s, e 400 Enzos, enquanto o Bugatti Veyron terá sua produção limitada a 300 unidades.

Os V8 em ângulo fechado são colocados lado a lado para formar o W16,
no caso sob cada uma destas coberturas em alumínio estão oito cilindros
Não é a toa que é um carro exclusivo. Dois motores V8 em ângulo fechado são montados em lado a lado, formando um espetacular W16 de 64 válvulas que usa 4 turbos-compressores para alcançar a mítica potência máxima de 1001 Cv, número aliás que foi escolhido a dedo. O Veyron foi primeiro carro do mundo produzido em série a ter mais de 1000cv de potência. O número é destaque inclusive no painel do carro, onde um “potenciômetro” que tem o mesmo tamanho do velocímetro mostra qual a potência que está sendo liberada a qualquer momento pelo motor.

Todo super-esportivo destaca o tacômetro (medidor de RPM), abaixo,
dele, a esqueda, pode-se ver o relógio de potência marcando até 1001cv
É um carro caro, o preço básico dele é de 1,5 milhões de Euros. Ele entrou em produção em 2006 com uma expectativa total de produção, como dito anteriormente, de apenas 300 unidades. Destas, 220 unidades já foram vendias mas apenas 132 foram efetivamente entregues. Se você está interessado em pegar um dos 80 que ainda restam, mas está um pouco “curto” de grana, não tem problema, segundo o Autoblog, você pode fazer um leasing do carro. Para isso, tudo que você precisa são US$ 400.000,00 para a entrada e uma renda que garanta a você o dinheiro para pagar 60 suaves prestações de US$ 23.595,00
Você pode achar que a VW, dona da Bugatti, poderá crescer os olhos e fabricar mais unidades que o previsto. Eu digo: não, ela não irá. Eu já vi várias afirmações de que o preço de produção do Bugatti Veyron *é maior que o próprio preço de venda*, e que o objetivo da VW com ele é o desenvolvimento de tecnologias que mais adiante serão usadas em outros carros do grupo, bem como fazer Buzz em torno da tecnologia. Eu nao encontrei uma fonte segura para postar aqui fazendo referência a este detalhe, mas posso afirmar que já vi e ouvi isso sendo dito no Top Gear.
Por falar em Top Gear, eu aconselho veementemente que vocês assistam aos vídeos em que Jeremy Clarkson testa o Bugatti Veyron para o DVD Supercars Showdown e para o programa Top Gear, eles estão na extensão da postagem. Em um dos vídeos, inclusive, ele mostra o procedimento para se alcançar a velocidade máxima: é necessário desativar o spoiler traseiro do carro, coisa que é feita ‘desligando-o’ com uma chave especial.
Agora, depois de toda este preâmbulo, espero que vocês entendam porque eu sinceramente acredito que uma criatura, me recuso a chamar de cidadão ou pessoa, que fez o que fez com o Bugatti Veyron abaixo, deveria ser condenado a passar o resto de sua vida eterna dirigindo um Gol “batedeira” altamente “Xunado”.

Merece ou não merece queimar no inferno dos xunners o dono deste Bugatti?
Na extensão da postagem, quatro vídeos, um do Supercar Showdown, DVD feito pelo Jeremy Clarkson, e três do Top Gear, todos com o Bugatti Veyron.
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