Alguns carros têm a pecha de serem mais carros que outros. São carros que por este ou aquele motivo, marcaram seu tempo, foram de alguma forma inovadores ou evocaram paixões por suas formas e/ou soluções mecânicas ou tecnológicas. Este carro em particular, o Jaguar E Type, tem o direito de dizer que foi chamado de “o carro mais bonito já feito” por um concorrente, mas não por qualquer concorrente, mas pelo comendador Enzo Ferrari.
O carro é reconhecido a primeira vista por qualquer entusiasta, os faróis oblíquos que se destacam na frente longuíssima, tão longa que parece estar querendo se desgarrar do habitáculo onde ficam os bancos. O Jaguar E Type é tão importante para a indústria automobilística inglesa, que quase 35 anos depois de ter saído de linha, mesmo em meio à Aston Martins, Bentleys, Lotus, McLarens e MGs, ele ainda é considerado o ponto máximo entre os carros esportivos construídos no país.
Olhando os blogs que linkaram o Autozine, encontrei o Just a Car Guy - e fiquei impressionado com a qualidade dos posts e das fotos
O post que mais me impressionou foi este aqui, que é reproduzido no Autozine, com a devida autorização do gente fina Jesse, que autorizou com gosto o uso das (incríveis) fotos aqui.
Post esse que mostra belos detalhes de carros clássicos, como esses comandos de ar-condicionado…

Logo após a 2a Guerra Mundial, a Europa estava completamente devastada, em ruínas, precisando se reconstruir completamente - e no meio desse esforço surgiu o microcarro - um carrinho com 1 ou 2 portas, com motor de no máximo 700 cilindradas - com muitos com motores de 50 a 200 cilindradas (faz seu carrinho 1000 parecer um super esportivo né?) com preço acessível, mecânica fácil e muito econômico!

Alguns eram realmente esquisitinhos, como esse Grataloup - para 1 pessoa só!

No Brasil, só o Romi-Isetta foi vendido. Muitos pensam que ele só tinha 3 rodas, mas na verdade são 4 - as duas traseiras estão bem próximas uma da outra.
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Alguns anos atrás, quando a Ferrari 456 foi lançada, houve um pequeno fuzuê. Em parte por ter sido uma Ferrari com motor dianteiro, em vez do tradicional posicionamento entre eixos, em parte por ser um 2+2 legítimo, e não um carro com banco traseiro com espaço suficiente para transportar apenas 2 duendes de jardim. Não lembro em qual revista li à época uma reportagem sobre o carro, em que mostrava uma foto inclusive de um jogo de malas sob medida feita para ocupar o espaço exato de seu bagageiro.

Os grandes diferenciais desta Ferrari são o motor dianteiro, e o banco traseiro que é utilizável.
Bem, o Sultão de Brunei encomendou à Pininfarina o design especial de uma carroceria, para ser utilizado em uma tiragem limitada de 5 veículos: state wagon, o quem em terra brazilis, convenciona-se chamar simplesmente ‘perua’. A Ferrari 456 Venice State Wagon tem 4 portas e 20cm a mais de entre eixos que o modelo regular, o que lhe deixa com uma carroceria de tamanho aproximado ao do Ford Fusion, e dando mais espaço aos bancos traseiros. No demais é é similar ao modelo de fábrica, com um propulsor dianteiro V12 e tração traseira.
É, pois, o único modelo “família” saído da fábrica de Maranello
Fotos de belos super esportivos europeus - começando por uma bela Ferrari 308 GTS 1978
Ferrari 512 BB 1976
Lamborghini Countach 1988
Eu sempre achei bacana ver como o futuro era visto no passado, especialmente nas décadas de 50 e 60, quando a corrida espacial criou a noção de que não muito longe daquele tempo os carros teriam formas de foguete ou ângulos tremendamente agudos. Bem… o Lamborghini Countach, provou que eles estavam, pelo menos um pouquinho, certos.
As fotos são parte de um pictorial que a Wired publicou sobre o Concours d’Elegance de Pebble Beach, Monterey, Calfórnia.