08
set
11

O Jac J3 é uma boa opção?

Postado em Avaliação por Danilo Ferreira - Comments

O Jac J3 é uma boa opção? Para responder a essa pergunta,  testamos um J3 hatch (O sedã atende pelo nome de J3 Turin) por 8 dias e rodamos cerca de 700km. Embora o carro tenha alguns defeitos, é claro, o carro apresenta qualidades que, em sua faixa de preço, são páreo duro para a concorrência.

E eu testei comparando com meu carro anterior, que por acaso está sendo vendido com os mesmos opcionais por exatamente o mesmo preço do J3 – 37.900, o Ford Fiesta 1.6 – O J3 tem algumas vantagens, a começar pelo tecido dos bancos, de um veludo de qualidade superior (que lembra os Chevrolet de antigamente, como pode ser visto nas fotos abaixo), e o consumo, bem mais baixo do que o do modelo da montadora americana. Outra vantagem é o volante bem mais leve, deixando o carro ágil no trânsito (aliado ao sensor de estacionamento então, é fantástico para manobras), e a altura do carro, evitando raspar em lobadas e valetas (o Fiesta, no meu dia-a-dia, raspava MUITO)

Clique aqui para ler mais e saber as críticas sobre o carro

Ok, a primeira foto é a do release, pois as fotos não ficaram tão boas assim 😉

O que precisa melhorar?

Bem… Veja a foto abaixo. Olhando com tempo de sobra, dá para ver que o conta giros está pouco abaixo de 4 mil giros e o velocímetro em 120km/h… Agora.. olhando de relance, podemos ter a falsa impressão de que o carro está a menos de 100km/h – o conta-giros “dentro” do velocímetro é bonito, mas confunde e dificulta a leitura rápida. A iluminação, sempre ligada, é muito forte a noite – e não tem uma luz que mostra se os faróis estão ligados – a luz que informa isso está no botão de acionamento, do lado esquerdo, longe da visão do motorista. São pequenos detalhes, fáceis de consertar.

Outro probleminha chato é o porta-malas. O tamanho é razoável, porém falta iluminação – presente no Fiesta, fácil de resolver, mas o grande problema é que, para carregar, tem que se levantar muito a carga em relação ao chão, e isso não é simples de resolver pois é algo estrutural – tem que mudar a lataria do carro. Ou seja, só em uma próxima versão. Esse é o mesmo problema do Gol G5.

É, as fotos não ficaram tão boas 😉

Abaixo, a única parte do desenho do J3 que não me agrada – o logo J3, parecendo inspirado em algo dos anos 50/60. O resto do desenho do carro é realmente bonito – desenhado na Itália, mais precisamente em Turim, onde a Jac mantém um centro de Design. Aliás, daí vem o nome do sedã (Turin)

Belas rodas aro 15.

A iluminação do painel a noite é um tanto forte, e por vezes incomoda, e não dá para regular.

Outro problema é o rádio – embora seja de boa qualidade para um rádio original, aquele cabinho para ligar o USB atrapalha – uma entrada direto no rádio ou o cabo saindo em outro lugar, como no porta-luvas como no Fiesta seria ideal. Mas isso é fácil de resolver e não é algo que impeça a compra.

Dá para perceber a qualidade do tecido dos bancos (nas fotos, o carro mostrado no evento Inside JAC, no começo do ano, o carro testado tinha bancos em couro, vendido nas revendas como único opcional)

O acabamento do painel tem algumas rebarbas, e a manopla do câmbio é um pouco áspera, mas nada diferente dos carros da mesma faixa de preço fabricados no Brasil. Quando se fala de carros chineses, tende-se a procurar defeitos de acabamento, mas, fazendo-se uma comparação direta, caem-se os preconceitos e descobre-se que dá para produzir coisas boas na china. Afinal, o iPhone, o telefone mais desejado e festejado, é fabricado na china. Ah, o iPad também.

Motor 1.4 (na verdade 1.33) com 108cv, só consome gasolina – consumo médio de 12.5km/l, sem dó do acelerador. O carro se mostrou ágil – não tanto quanto o Fiesta, que tem 8 válvulas e é mais esperto, mas o J3 é bem divertido no trânsito e não negou fogo na estrada, passando facilmente do limite de velocidade. A suspensão, no entanto, é um pouco alta, ótimo para ruas esburacadas, valetas e lombadas, transmitiu a sensação de flutuação na estrada. Os freios, dotados de ABS e EBD, funcionaram perfeitamente – forcei uma freada em curva, com pista molhada, o carro parou sem perder a trajetória – realmente ótimo. Sem ABS(que impede o travamento) e o EBD (que distribui a força da frenagem nas rodas) teria perdido o controle.

Uma critica que todos fizeram, e eu vou fazer (e já foi consertada no J6) – o controle do retrovisor elétrico é invertido (quando se aperta para baixo, o espelho move-se para cima). Questão de costume. Mas que vai ser resolvido (de acordo com a JAC)

Abaixo, o J3 branco, realmente bonito.

Resumindo – o J3 é o primeiro carro chinês que foi “abrasileirado”, e não somente tropicalizado – a troca de diversos itens para agradar o gosto do consumidor brasileiro surtiu efeito – fugindo do erro cometido por outras montadoras chinesas, que trouxeram produtos de pior qualidade e que tiveram pouca aceitação. As mudanças, além de tecido e espuma dos bancos, limpador de para-brisas, tamanho das rodas, passa até pela calibragem da injeção eletrônica para deixar o carro mais esperto – e ao gosto do brasileiro, 20kg a mais de material fonoabsorvente para o carro ficar menos barulhento e até o painel, que ganhou novo formato e acabamento.  Agora é ver J3 com 1 ano de uso como se comporta!

A resposta? Sim, o J3 é uma boa opção. Por que? além do exposto acima, tem 6 anos de garantia. Eu não compraria um carro hoje em dia com 1 ano de garantia, sendo que grandes montadoras vendem alguns com 3 anos, como o Clio. Agora com 6 anos… é ficar sem dor de cabeça por muito tempo.

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Comentários

  1. Divulga! Web! disse:

    O Jac J3 é uma boa opção? http://t.co/MKuGnGQ

  2. RT @autozine: O Jac J3 é uma boa opção? http://t.co/BotajBy

  3. O Jac J3 é uma boa opção? http://t.co/MKuGnGQ

  4. O Jac J3 é uma boa opção? | Autozine http://t.co/R9dfzxI

  5. Minha detalhada avaliação do J3. Sem poupar palavras. http://t.co/CMrFALV ?

  6. Nanau disse:

    Uia! Interessou. //RT @danilogordo: Minha detalhada avaliação do J3. Sem poupar palavras. http://t.co/xUWaHfM ?

  7. Rafael Moreira - Autozine disse:

    O que eu mais gostei na JAC é que o Sérgio Habbib mesmo com a experiência adquirida pela vinda da Citroën para cá, buscou pesquisar ao máximo e fazer um carro o mais direcionado possível ao nosso mercado, fugindo do ‘arroz com feijão’ que é elevar a altura do carro e recalibrar a injeção. Ele foi além, e além de inúmeras mudanças e pesquisas fez uma p*ta estrutura de pós-vendas e marketing da marca. Nisso ele merece muito respeito.

    Porém, o cluster (velocímetro, conta giros, etc) apesar de completo, é de difícil leitura. Além de pequenos, são atrapalhados pela iluminação azul. Nisso acho que o padrão verde ou âmbar é melhor pela legibilidade e conforto ao dirigir à noite. Mas é louvável que tenha termômetro analógico, pois é um item muito útil pra você ir guiando suavemente e ir aumentando o ritmo conforme o motor esquenta, sem forçá-lo. Não sei que economia é essa que tantos fabricantes retiram tal componente. Ao ver a foto do volante percebo que poderiam aproveitar um espaço bem maior para a disposição dos instrumentos, poderia ser bem melhor. Fica pra próxima versão….

    Design é algo pessoal, eu sei. Mas achei a dianteira dele [e dos outros da marca] muito parecida com a do Suzuki SX4/Fiat Sedici e falta alguma coisa na traseira, ao meu ver ela ser “limpa” acaba dando a impressão de carro simples e barato, duas coisas que ele não é.

    A suspensão pode ter sido bastante elevada, bem ao gosto brasileiro de não frear para lombadas e etc, inclusive nossos amigos do Blog AUTOentusiastas comentaram a respeito do ângulo dos braços bastante elevado, que causa exatamente o que você disse (flutuação em altas velocidades). Caso eu adquirisse um, procuraria ver a possibilidade de colocar molas do modelo chinês, mais baixo e macio.

    No mais é um carro que quem comprar pode ter a certeza que não foi feito “no tapa”, foi um carro retrabalhado no que foi possível para nosso mercado, sem comprometer muito os custos, claro. Tem tudo pra ser um sucesso.

  8. Realmente, é um bonito carro, não dirigi um portanto não posso afirmar se é bom. Os bancos realmente dão uma sensação boa e é um ponto forte. O branco é muito bonito, alías, carro branco e atual é muito bonito.

  9. ucardz disse:

    Acho que é reportagem paga.

    1. ucardz » Reportagem paga porquê? só porque fala bem do carro? Porque essa mania de só aceitar uma avaliação se ela só fala mal do carro? Eu andei com o carro por mais de 700km, eu SEI o que o carro tem de bom ou ruim. Não acredita, vá na revenda e olhe um você mesmo.

  10. Marcelo Martins disse:

    Já andei com o carro, até que decidi comprar um. Dor de cabeça em cima de dor de cabeça. Não quero desmerecer seu post, más é carro chinês de péssima qualidade. Vc citou até que o Ipad é fabricado na china , só esqueçeu de dizer que só é fabricado lá seguindo as normas de qualidade Americana e não chinesa, o que é muuuuuito diferente.
    Cheira a reportagem paga sim, porque quase todas as pessoas, inclusive eu, que compraram esse carro se arrependeram depois que descobriram que não é possivel fazer qualquer mudança sem perder a garantia que vc cita. Ex. Se vc quiser trocar o Rádio do carro por exemplo, vai ter que desenbolsar quase R$1.000,00 reais.
    Deve ser desconhecido tambem que todas as revisões deverão tem que ser feitas na Jac, e o que a empresa “mandar” você trocar, você terá que fazer, pois senão perde a garantia.
    Só fiquei sabendo depois que nem a revenda garante a compra.
    Os primeiros meses do carro não apareceu problema, mesmo porque eu não usava tanto o carro assim, mas com 500-600 km rodados, era constante a troca de fuziveis, sem mencionar esse acabamento “camuflado” de coisa boa que o carro tem. Más fazer o quê não é qualquer pessoa comum acha o carro bom… até comprar e começar a ter dor de cabeça.

    1. Marcelo Martins » Marcelo, eles já mandaram você trocar alguma peça? eles só podem te mandar trocar alguma peça que está no plano de manutenção, ou seja, peças de DESGASTE quando é a quilometragem delas: óleo, filtros, correias, rolamentos, etc, mas só no final da vida util, por exemplo, o rolamento da roda é 60 mil km – se der problema com 5 ou 10 mil, está na GARANTIA! Se aconteceu o contrário, nos diga que publicaremos aqui.

      1. Jeziel disse:

        Eu estou com um problema de rolamentos dianteiros. Fui orientado a fazer a troca e pagar, pois não está coberto pela garantia. Comecei a perceber o problema quando rodara em torno de 30 mil Km’s. Quando comento o problema com alguem, sempre me dizem que rolamentos não podem durar apenas 30 mil quilômetros. Creio que é um caso de garantia de fábrica, pois não fiz uso do carro em condições “extremas” que pudessem justificar esse estrago.

      2. michel disse:

        meu j3 deu problema no rolamento da rode com 15000 e a garantia realmente n cobre fique indgnado em pagar 390,00 pela peça + mao de obra

    2. Vc não gostou do carro? eu tenho um ford fiesta sedan 2011 preto 1.6 completo, troco com vc dependendo da quilometragem do seu. Que tal? O meu tá com 13000 km rodados.

    3. Diego disse:

      Olá amigo, esses seus problemas infelizmente não é somente da jac motors, em especifico j3, qualquer outra empresa que vc comprar o carro as modificações feitas na parte elétrica, fará vc perder a garantia do veiculo, a renault cobrou 1750 reais em uma revisão do Megane por troca de pastilhas de freio, a revisão do J3 foi exatamente 129 reais nada mais nada menos, acho que vc foi infeliz na compra, pois o meu está com 7000km e praticamente zero, sem nenhum problema apresentado. Todos os problemas que vc citou infelizmente terão também em outras fabricantes, não se iludam achando que o problema é chinês.

  11. Jéssica disse:

    Não consigo conectar ipad no j3, para que este toque as musicas do iPad no som do carro, o que está acontecendo?

  12. Airis Brasil disse:

    Você está pensando em comprar o Jac j3? Então confira a avaliação do @autozine antes ; ) http://t.co/W8qVaM50

  13. Olá,

    Assim como muitos tive muitas dúvidas sobre o J3 da JAC. Acabei comprando o carro e decidi fazer um blog para postar meus comentários e avaliações sobre o mesmo.

    Espero poder ajudara muitos a tirarem suas dúvidas, bem como mostrar a avaliação feita pelo ponto de vista de um consumidor final e não um mecânico ou um avaliador profissional.

    Segue o endereço:

    http://j3consumidorfinal.blogspot.com

    Obrigado,
    Juliano Ribeiro

  14. Calmon disse:

    Acabo de deixar meu J3 hacht na concessionária para trocar o Rolamento dianteiro direito. Rodados 36.000 km. Realmente é o 7º carro que possuo e sempre comprei carros com 2 anos de uso e nunca tive que trocar rolamentos. Achei tambem que deveria rodar mais. Fazer o que? O problema é que vai custar realmente 380,00 ( peça + mão de obra) e dois dias sem carro. Outros problemas que ja tive.
    ___Pedal de embreagem Chiando. (duas vezes)
    ___botão da alavanca do freio quebrado.
    ___botao do interruptor da lampada interna situado na parte inferior da coluna da porta do motorista quebrado.
    ___1 lampada de teto queimada, outra vez foi o parafuso que prende a luminaria se soltou dentro da luminaria.
    ___1 lampada do farol de milha queimada.
    ___A placa eletronica do ar condicionado teve de ser trocada, as saidas do ar ficaram invertidas.
    ___Duas vezes o módulo para erguer o vidro automatico se soltou, em uma delas foi esmagado pelo vidro. Tenho este carro a 1 ano e meio.
    ___A lateral do banco de couro, esta começando a rasgar. Me disseram que couro é so a parte superior.
    É realmente um carro que dá prazer em dirigir, os freios exelentes, dá muita segurança em dirigir. Na rodovia não fica devendo a nenhum carro de sua categoria depois de alta rotação. ´Dirijo sempre com o ar ligado, e tanto na cidade como na rodovia tenho feito de 12,5 a 14 km /l – Sempre abasteço com gasolina aditivada da Shel ou Petrobras.
    Até agora valeu o Custo/Beneficio, estou pensando em troca-lo pelo J5, pois na loja pagam 80% do valor que paguei – 28.000,00 contra os 34600,00 que paguei.