Testamos a Trailblazer LTZ Turbodiesel por uma semana, rodando cerca de 600km, e podemos resumir esse teste em uma palavra: TORQUE.  Equipada com um moderno motor 2.8 diesel que rende 180cv, tem o maior torque da categoria – 47,9kgfm. Isso é 5 vezes mais do que um motor 1.0, e 14 kgfm a mais do que o motor 6 cilindros oferecido no modelo, o mesmo que um Cobalt 1.8 a mais. O carro sobe tão bem que parece que acelera melhor na subida que na reta.

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O (ou a?) Trailblazer, que veio para substituir a (já cansada) Blazer, também é derivado da picape S10, e tem como ponto alto (bem… segundo ponto alto) o design. Tem o desenho extremamente acertado – brutal e refinado ao mesmo tempo, complementado pelas belas rodas aro 18 e cromados distribuídos pelo carro.  O preço da versão a diesel é de R$159.490 (bem menos do que os 181 mil reais pedidos pela Hilux, que oferece menos equipamentos e motor). A versão gasolina é de 133 mil reais. Não existem opcionais além da pintura metálica, que adiciona R$1500 para cores que não são a branca, que é sólida.

Trailblazer LTZ

O espaço é para 7 ocupantes. Bem… os 2 ocupantes da terceira fileira  contam com pouco espaço para as pernas, porém mais do que em qualquer outro veículo do mercado com 7 lugares, e também contam com saídas de ar-condicionado – o carro tem ar condicionado para as 3 fileiras de bancos, assim como cintos de 3 pontos e airbag de cortina que cobre as 3 fileiras. Os bancos dianteiros são como poltronas, mas pecam pela cor clara – são belíssimos, porém sujam rapidinho. O acabamento infelizmente é um dos poucos pontos baixos do veículo – é bom, mas merecia mais esmero, como materiais emborrachados e até mesmo couro no painel, pela faixa de preço e requinte.

Ah, o Trailblazer também tem ótimo comportamento no fora-de-estrada – é alto, com bons ângulos de entrada e saída e tem tração 4×4 com opção de reduzida – é incrível o que esse carro faz – na apresentação do veículo nos colocaram em um off-road que eu realmente não achei que o carro fosse passar, e passou com facilidade. No teste, fomos para o litoral, e a chuva ajudou tanto no teste do off-road quanto nas fotos – encarar pequenos rios formados pelo escoamento da água foi nada para o carro, assim como passar em ruas de areia cobertas de água – o carro, com a tração 4×4 ligada, não deu sinal algum de que ia atolar, em momento algum, transmitindo imensa segurança ao rodar. Perfeito para quem tem que pegar estradinhas de terra constantemente, especialmente com chuva.

O freio, ABS com EBD, está muito bem calibrado, parando o carro nesse piso com facilidade (ajudado, é claro, pelos imensos pneus aro 18 com medida 265/60) e disco nas quatro rodas. Mas o ABS não é acionado a toa, o que ajuda na frenagem em pisos irregulares, característica que a Trailblazer divide com a S10 (os primeiros modelos de freios ABS acionavam com facilidade em irregularidades no piso, “soltando” o carro e atrapalhando a frenagem)

O consumo do carro na estrada foi de cerca de 10km/l – poderia ser melhor, não fosse o trânsito que pegamos (e meu pé ligeiramente pesado). O carro tem um barulhinho incômodo de motor diesel, não sei se proposital, mas… o barulho não acompanha o desempenho… acelerando igual carro pequeno e fazendo barulho de baixa rotação confunde um pouco quem está acostumado com motores a gasolina.

A estabilidade da Trailblazer é garantida pelos largos pneus aro 18 e medidas 265/60 (como mencionado anteriormente) e pelo controle de tração, que podia entrar um pouquinho mais cedo, afinal é um utilitário e não um carro esporte, embora seja a prova da maioria dos motoristas, se pegar um mais apressadinho pode não ser o suficiente. Mas subimos a serra da Rodovia dos Tamoios, com piso molhado e tração nas 4 rodas acionada, e o carro subiu muito bem – além do torque empurrar o carro com MUITA facilidade, as curvas foram facilmente contornadas com bastante aderência.

O câmbio é um 6 marchas automático, com possibilidade de trocas de marchas sequenciais – um belo câmbio e que mantém a rotação baixa na 6a marcha, mantendo o consumo em níveis aceitáveis. 2 marchas a mais ajudam muito, e isso poderia muito bem ser adotado por outras montadoras.

Ah, não posso deixar de mencionar o sistema de assistência em aclive – ele freia o carro em subidas para auxiliar na saída de ladeiras e em manobras, sisteminha bem útil, especialmente em cidades como São Paulo.

(não, não entrei na água com o carro)

Resumindo – A Trailblazer é um ótimo carro, especialmente depois da redução de preço em relação ao lançamento, embora careça de um acabamento melhor e de um pouco menos de ruído do motor invadindo a cabine.

Mais informações sobre a Trailblazer no site da Chevrolet

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Comentários

  1. EDUARDO WELBERT NOGUEIRA DE CARVALHO disse:

    oh carro veio…horroroso

  2. […] mesmo é ouvir o ronco do V8.  Ah, além de 406 cv, o carro tem 56.7kg de torque. É mais do que a Blazer, que tem motor turbodiesel. É muita força. Ainda bem que tem controle de tração, estabilidade […]