Audi Driving Experience

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Sexta feira, 17h. Seria a hora de ir pra casa, mas havia acabado de cair uma tempestade, daquelas de derrubar árvores. A previsão era de que eu só saísse a meia noite, devido a vários problemas que sempre acontecem nessas ocasiões no meu trabalho.

Eis que Danilo, nosso editor, me liga:

-E aí Rafael, quer andar de Audi?
-Opa, quero sim. Mas onde?
-Belo Horizonte, topa?
-Topo sim, quando é?
-Amanhã 10h…

BH fica a quase 300Km de onde moro e pela estrada ser bem perigosa, esburacada e cheia de serras, demoraria um bocado, não dormiria nada. Estava exausto, louco por um bom banho e uma boa cama. Mas o que a gente não faz por um amigo, né?…Rapidamente arrumei minhas coisas e fui, cheguei em (sem sacanagem) 4 minutos para as 10h.

Ok, e o evento?

Como o próprio nome diz, o objetivo é você ter a experiência de guiar Audis de todas as categorias e experimentar na prática suas tecnologias. Este foi em Belo Horizonte (MG) na pista nova do Mega Space.

Há uma recepção com modelos da marca expostos e você pode escolher entre três carros da linha da Audi e na hora marcada, há um briefing rápido de como é a pista e como é feita a sinalização, pontos de frenagem, tangência e aceleração além de dicas quanto a condução e tecnologias de cada veículo. Após isso você finalmente vai para a pista. Diferente de outros eventos do gênero, você ia sozinho no carro (poderia levar alguém de carona) e a comunicação era toda feita por rádio. Para evitar que algum bração fizesse besteira, um A3 ia na ponta como carro madrinha e definindo um ritmo para o grupo, e não foi devagar…

Pude experimentar o TTS, S3 e o Q7, além de uma volta rápida de carona num RS5 com um piloto da Audi na direção que vocês verão logo abaixo.

Os carros

Audi TTS

Vários carros brancos no evento. A cor está ficando cada vez mais forte no mercado.

O Audi TT dispensa apresentações, e nesta versão ele é equipado com o premiado motor 2.0 TFSI (foi o primeiro turbo com injeção direta do mundo) de 272cv. Acelera de 0-100Km/h em 5,2s e chega a 250Km/h limitados eletronicamente. O câmbio é o S-Tronic de dupla embreagem e 6 marchas, que permite trocas em 2 décimos de segundo. Nada de interrupções na aceleração ou aquela terrível arrancada típica de carros automáticos convencionais, com o motor acelerado, como se tivesse ‘queimando embreagem’. Se comporta como um manual mesmo.

Não adianta, por mais vídeos que você veja de carros de tração integral, só andando mesmo para entender a diferença que isso faz. O TTS é equipado com o sistema Quattro e parece que não perde estabilidade nunca. Quando perde, é domável como se você tivesse num jogo de videogame.

Os freios acompanham a excelência de motor, transmissão e suspensão. Assustei com a eficiência, e não é por não estar familiarizado com a categoria, já guiei BMW e Mercedes e talvez pelo TTS ser esportivo (os que andei eram versões de rua normais), os freios são ainda melhores e sensíveis. O ABS entra em ação sem aquela incômoda e irritante trepidação, típica de versões mais antigas do sistema.

S3 Sportback

TTS e S3

O motor é o mesmo do TTS, porém com outra calibragem de injeção e 20cv a menos, mas nem por isso menos empolgante. Nele me senti em casa: Posição de dirigir de carro médio, bem mais elevada que a do TT. A transmissão é a mesma do TTS, e neste resolvi testar o sistema Tiptronic. Creio que estes dois fatores (posição de dirigir e trocas manuais) me permitiram explorar melhor ele e literalmente atacar as curvas, entrando nelas com o motor “cheio”. Talvez por isso tenha sido meu preferido do dia…

Os pneus cantaram e meu abuso fez com que ele saísse um pouco de frente, e quando acelerei novamente ele deu uma escapada de traseira deliciosamente controlável, cantando os 4 pneus (sim, ele também é Quattro). Se o controle de tração e estabilidade estavam desativados, não sei. De uma forma ou de outra, se estava desligado, o carro é naturalmente ótimo de curva e deliciosamente controlável, e se estava ativado, sua intervenção foi imperceptível e permitiu uma pilotagem forte, divertida e segura.

Q7

Quem disse que carro alto e grande tem que ser molenga e ruim de curva? O Q7 tem ajuste da suspensão para cada perfil de terreno e condução, e isso facilita muito.

O carro apesar de grande, é fácil de manobrar e guiar, e sua altura não intimida quando se entra mais forte nas curvas, diferente de quando andei numa Cherokee das antigas, um dos passeios mais aterrorizantes de minha vida, mas isso fica pra outro post…

O teto solar panorâmico é um show a parte, mas como todo teto solar, sua real utilidade se dá a noite. É um item essencial em carros desta categoria e dá uma sensação muito boa. A iluminação de um conversível com a segurança de um convencional.

Surpresa ao final: Volta rápida de carona com um piloto da Audi num RS5.

O RS5 possui um V8 4.2 de 450cv, transmissão S-Tronic de 7 marchas, tração integral (Quattro). 0-100 em 5 segundos e máxima de 280Km/h (limitada). Quando provocado, é muito bruto em suas reações. Acelera muito, freia um absurdo e junto do sistema Quattro, faz curva como se tivesse sob trilhos.

elegante mesmo em alta velocidade

A aceleração lateral era grande a ponto de eu ter batido com a cabeça contra a coluna lateral e vidro umas duas ou três vezes. Me segurei ao máximo e mesmo assim o piloto desafiava a gravidade e eu não podia fazer nada a não ser (tentar) me segurar. O resultado é que por alguns momentos a câmera ficou mal posicionada porque estava concentrando somente em me segurar ali!

Eis o vídeo:

Em resumo, um evento feito por quem gosta de carros para quem gosta de carros. Não teve aquelas apresentações intermináveis e cheias de coisas que você sabe que são um exagero sobre a realidade. Eles foram realistas, diretos e bastante atenciosos. Nós jornalistas (e entusiastas) automotivos gostamos disso.

Quanto aos carros, não senti medo em nenhum momento. Confiança é um dos melhores sentimentos que um ser humano pode ter pelo outro, e com os carros não é diferente. E foi o que todos os carros, mesmo o Rs5 sendo pilotado acima do limite por ali me transmitiu isso. Meu veredicto: Tração integral é algo essencial tanto para nós entusiastas quanto para motoristas comuns.

Agradecemos a Audi do Brasil pelo convite e em particular, a Leila Knob, da Audi, pela cordialidade e presteza no credenciamento, visto que substituí o Danilo de última hora. Valeu, Leila!

por Rafael Moreira. (Fotos: Rafael Moreira, Juliana Moraes, Audi)

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